Reading time: 4 minute(s)

Gerente nacional da Amadeus em Cabo Verde desde 2005, Paula Lima tomou recentemente sob sua alçada a industria de viagens da Guiné Bissau e de São Tomé.

Desde os tempos em que era criança, Paula desenvolveu uma paixão pela industria de viagens. Durante umas férias escolares, Paula de apenas 10 anos, adorava ajudar a mãe na agência de viagens de que era detentora. “Cresci neste ambiente. Foi por essa razão que me pareceu óbvia a escolha a seguir aquando da ida para a Universidade e estudar Gestão Turística. Mudei-me para os Estados Unidos para fazer o Mestrado em Administração de Negócios concentrando-me na administração hoteleira,” afirma.

Superando desafios

Casada e com dois filhos, não foge a um desafio, “Tento conter-me mas sou muito pro altiva. Gosto de desafios e não sou fã da rotina. Gosto de me colocar no lugar da concorrência e fazer as coisas antes que as façam, ou não sobreviveria.”

Paula admite ter uma equipa fantástica a seu lado. “Estou muito orgulhosa da minha equipa, somos pequenos mas com um coração enorme,” diz Paula, acrescentando que apenas existem cinco pessoas na equipa lidando com uma variedade de clientes. “Cabo Verde é pequeno, mas com 9 ilhas é como lidar com 9 países diferentes. Cada ilha é completamente diferente da outra em termos culturais. Temos de ser muito sensíveis culturalmente,”afirma.

Conhecendo intimamente a industria Cabo-verdiana, Paula está excelentemente bem posicionada para assistir agentes de viagens na zona tendo em conta os numerosos desafios presentes na região. “Como cresci neste meio, sei as necessidades dos nossos clientes. Sei pensar como um agente de viagens. E, sendo originária de Cabo Verde-cresci aqui-conheço basicamente toda a gente. Isto ajuda a que as portas se abram tanto para mim como para os meus clientes,” explica.

Paula foca sempre o agente de viagens. Explica que trabalha cada caso particularmente oferecendo conselhos e soluções adequados a cada cliente. Cria ligações com as companhias aéreas para os seus clientes, ajuda-os no recrutamento de pessoal e encontro de soluções mais indicados. “Aqui fazemos tudo pois o nosso mercado é muito competitivo. Não colocamos somente os nossos clientes perante o sistema adequado e ficamo-nos por aí. Não, existe um relacionamento constante.”

Trazendo novas soluções para o mercado

“O mais importante a ter em conta é que temos de seguir passo a passo de acordo com a realidade de cada mercado,” explica Paula.

Acrescenta ainda que, no exemplo do mercado da Guiné Bissau é deveras complicado. “Até 2011, a maioria dos agentes nem trabalhavam com o GDS. Tenho vindo a trazer conteúdos para um mercado que praticamente era completamente novo quase virgem,” diz acrescentando ainda que esta tem sido uma aventura deveras excitante.

No caso de Cabo Verde, o seu maior desafio é criar uma ligação entre os seus clientes e as companhias aéreas que não voam até à região. “Somos uma ilha, Não somos BSP, tendo apenas algumas companhias aéreas a viajar até nós. O meu desafio é encontrar um meio de ligar o meu mercado ao resto do mundo,” diz.

Paula tem estado muito ativa na promoção de Remote Ticketing Solutions no mercado Cabo-verdiano. É uma situação em que as viagens saem a ganhar, explica Paula, pois os agentes de viagens mais pequenos, que não podem custear uma garantia bancária, serão igualmente capacitados de comercializar o produto, e a companhia aérea tem segurança financeira e controlo sob o seu conteúdo.”
Graças à RTS, podemos acrescentar imensos conteúdos extra ao GDS no nosso ambiente. Foco-me particularmente em que todas as companhias aéreas que operam no mercado sejam detentoras de RTS,” afirma.

O E-power é também um fator dominante no trabalho desenvolvido por Paula, já que pressupõe ajudar os agentes de viagem a tornarem-se consolidadores e a nomearem agentes na diáspora. “Através do E-power, estou também a tentar convencer os meus clientes a oferecerem um serviço personalizado à sua clientela corporativa,” acrescenta.

O que podemos esperar para o futuro?

De futuro, o modo móvel é uma tendência excitante para o mercado, de acordo com Paula que diz que “Cabo Verde é um dos principais países de África no que respeita ao uso da Internet. No entanto, as pessoas ainda não estão familiarizadas a fazerem coisas online. O meu desafio consiste em ajudar os meus clientes a compreender que necessitam de se melhorar seguindo as tendências móvel e online. Não é fácil, é difícil mudar mentalidades de um dia para o outro, mas este é o meu objetivo.”

O conselho de Paula aos agentes de viagens

“Vivemos num ambiente globalizado, pelo que, necessitamos de ver além dos usuais horizontes. É um desafio, mas temos de seguir as tendências. Na nossa região, por vezes, o mercado pode ser pequeno de certo modo, mas temos uma enorme diáspora. Então, enquanto agente de viagens há que aprender a tomar partido dessa mesma diáspora e entrar nesses mercados.”

Shares